A prova de 100 metros rasos é uma modalidade olímpica de atletismo, considerada a prova rainha das corridas de velocidade. Dura pouco mais de 10 segundos e os respectivos vencedores são muitas vezes apelidados de homem / mulher mais rápido do mundo. Um atleta dá 45 passadas em média para percorrer o percurso e cruza a linha de chegada a cerca de 36 km/h. Uma pessoa comum faria a prova com 100 passadas e a uma velocidade de 22,5 km/h.Os 100 metros rasos foram introduzidos no programa olímpico em Jogos Olímpicos de Verão de 1896 para homens e nos Jogos de 1928 para mulheres. Os primeiros campeões olímpicos foram, respectivamente, Tom Burke e Betty Robinson dos Estados Unidos da América.O recorde mundial dos 100 metros masculinos pertence a Usain Bolt, da Jamaica, obtido durante os Jogos Olímpicos de Pequim, na China, em 16 de agosto de 2008, com a marca de 9,69 segundos. Nas mulheres, o recorde de 10,49 segundos pertence a Florence Griffith Joyner, estabelecido em Indianápolis em 1988. O recorde nacional do Brasil e também sul-americano, de 10s, pertence a Robson Caetano da Silva[3]. O recorde português e europeu é de 9.86s, conquistado por Francis Obikwelu Evolução da provaTodos os atletas de 100 metros rasos são treinados para responder ao disparo do tiro de partida com prontidão. Um velocista campeão gasta em média dezoito centésimos de segundo para dar início à sua corrida. Uma pessoa determinada levará cerca de 27 centésimos de segundo para reagir. A respiração é também muito treinada: os atletas inspiram na largada, expiram e inspiram novamente na marca dos 50 metros e expiram novamente só no fim da corrida.No primeiro movimento o atleta avança cerca de cinco metros e as passadas iniciais medem 1,60m. Os campeões atingem sua velocidade máxima (ca. 43 km/h) aos 35 metros de corrida, quando a extensão das passadas é em torno de 2,10 metros, e consegue mantê-la até os setenta metros. Um atleta comum já terá alcançado a velocidade máxima (27 km/h) na altura dos 25 metros de prova e começa a desacelerar a cinquenta metros do final da competição Regras
Nessa prova, os atletas calçam sapatilhas que são tão leves quanto as de balé e pesam 170 gramas cada (50% menos que um chinelo estilo Rider). As solas têm pregos de comprimento máximo fixado em 8,4 milímetros, e a espessura da sola não pode ultrapassar treze milímetros.No caso de uma chegada embolada, os juízes irão observar a posição dos ombros ou do torso do atleta para determinar o vencedor. Pernas e braços não são levadas em conta.Um atleta é desqualificado da prova se realizar uma falsa partida após ter acontecido uma anterior. Anteriormente a desclassificação ocorria quando o mesmo atleta provocasse duas falsas partidas, já hoje um atleta pode ser desclassificado se ele cometer uma falsa partida e outro atleta (ou ele mesmo) já terem praticado uma falsa partida anteriormente.As condições climatéricas, em particular o vento, são muito importantes na prova dos 100 metros, pois podem influenciar os tempos de chegada. Para efeitos de recorde do mundo, não são consideradas provas corridas com ventos traseiros de mais de 2 m/s.
História
A modalidade tem sido dominada por atletas norte-americanos/estado-unidense desde a sua primeira aparição nos Jogos Olímpicos de Verão em 1896. Entre os medalhados olímpicos da prova contam-se Jesse Owens (dos Estados Unidos), que chocou o regime nazi com a sua vitória nos Jogos de 1936 em Berlim, Fanny Blankers-Koen (dos Países Baixos), conhecida como a Dona de Casa Voadora, e Wilma Rudolph.Em 1968, o Jim Haines foi o primeiro homem a fazer os 100 metros rasos em menos de 10 segundos, marca mais tarde baixada para os 9,95s. Este recorde durou quinze anos, até que outro norte-americano/estado-unidense, Calvin Smith, chegou aos 9,93s, em 1983. A maior polémica da prova surgiu com a vitória do canadiano Ben Johnson, no evento dos Jogos de 1988 em Seoul, depois de uma rivalidade de meses com Carl Lewis. Johnson ganhou a medalha de ouro com o recorde do mundo de 9.79 s, mas viria a ser desqualificado por uso de esteróides.Os 100 metros mais rápidos de sempre foram corridos por Obadele Thompson dos Barbados, que obteve a marca de 9.69 s[4]. Este tempo não constitui um recorde mundial, uma vez que a prova foi disputada com 5 m/s de vento, acima dos limites permitidos pela IAAF
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
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