terça-feira, 25 de novembro de 2008

Jogos educativos.


Como você aprendeu matemática? Se você sentiu um pequeno calafrio ao ouvir a pergunta, há uma grande chance que não tenha sido através de brincadeiras. Aprender brincando é o que acontece com muitos felizardos em escolas, instituições de ensino superior e até empresas. A brincadeira da vez são os jogos eletrônicos, os velhos videogames, que ressurgem em nova roupagem. Os jogos são a nova categoria de objetos de aprendizagem, material utilizado para complementar cursos de ensino presencial ou à distância. Vendidos em prateleiras de supermercados, disponibilizados em escolas ou criados por professores, os jogos de aprendizagem mudam a cara da educação, para o bem dos alunos.
Histórico, Conceitos e Fundamentos.
Os jogos educativos brasileiros não tiveram iniciativas de incentivo direto como a dirigida pelo MinC para desenvolvimento. Ainda assim, os produtos são muito consumidos por escolas brasileiras. "As escolas são nosso melhor cliente", diz Paulo Roque, da Divertire Games, responsável pelo best-seller Coelho Sabido.
No varejo, a situação é diferente. Após a saída de uma das maiores empresas de software educacional do mercado, a Brasoftware, a presença de títulos educativos nas prateleiras do supermercado decaiu. Outra grande produtora, a Positivo Informática, concentra seus esforços também em distribuição de produtos localizados (traduzidos), como a série Disney. Por outro lado, empresas de outras áreas da educação estão cada vez mais investindo em jogos eletrônicos e podem reestabelecer a calmaria no mercado. Dentre elas, está o Objetivo, rede de colégios e IES que passou a produzir softwares educacionais.
Para os especialistas no mercado, o uso de jogos educativos só tende a crescer. "O ensino atual é totalmente passivo. Há um professor transmitindo conhecimentos e uma pessoa que está recebendo esses conhecimentos passivamente. Quando é criado um jogo, o aluno sai da passividade", afirma André Battaiola, professor da UFPR.
A professora Sônia Pucci Medina da UVA, especializada em Educação Corporativa, não vê novidade na chegada dos jogos nas empresas. "Tudo que seja usado para contextualizar o cotidiano de forma simples e natural é um instrumento válido na aprendizagem", afirma a professora. "Os jogos são muito antigos, o processo educacional é que precisa olhar com mais cuidado como tratar estes instrumentos de forma eficaz".
Marcos Magalhães, diretor do Anima Mundi e coordenador de pós-graduação na PUC-Rio, diz que a linguagem da animação nos jogos eletrônicos é o grande diferencial. "Os jogos têm um potencial enorme, quando você cria uma animação para um jogo, há várias possibilidades de desdobramento da ação, o que cria uma situação muito propícia para aplicar conteúdo didático e usar em experiências de treinamento", diz o professor.
"Já existem pólos de desenvolvimento de games no Brasil. Existe um mercado em expansão presente principalmente na China, Japão e África. As universidades brasileiras também são grande incentivadoras. Na Anhembi Morumbi temos um curso de graduação de quatro anos todo dedicado à criação de games", esclarece o professor Paulo Vasconcelos, da Universidade Anhembi Morumbi.
Uma evolução no design e planejamento dos jogos educativos, no entanto, ainda é necessária. "O que me preocupa é que não há muito cuidado no desenvolvimento, os jogos são criados apenas com preocupações técnicas mas não há adaptação para as faixas etárias. É preciso estudar as relações de cores, tamanhos e muito mais. Um jogo com uma tela infestada com muitos objetos, só faz com que a criança se aborreça", diz o professor da UAM.
Jogos
Amarelinha: O
jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Em uma delas, exemplificada na figura ao lado, o desenho apresenta quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.
Tira-se na
sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la em seus limites. Em seguida pula, em um pé só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
Chegando ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até as casas 2-3, de onde o jogador precisa apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha na casa 2 e sucessivas, repetindo todo processo.
Se perder o equilíbrio, colocando a mão no chão ou pisando fora dos limites das casas, o jogador passa a vez para o próximo, retornando a jogar do ponto em que errou ao chegar a sua vez novamente.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.
Em uma outra versão, mais complexa, o jogo não termina aí. Quem consegue chegar ao céu vira de costas e atira a pedrinha de lá. A casa onde ela cair passa a ser sua e lá é escrito o seu nome (caso não acerte nenhuma, passa a vez ao próximo jogador). Nestas casas com "proprietário", nenhum outro jogador pode pisar, apenas o dono, que pode pisar inclusive com os dois pés.
Nesta versão, ganha o jogo quem conseguir ser dono da maioria das casas.

Cruzadinha: Quando o jogo aparecer, escolha no menu do lado esquerdo a cruzadinha que você deseja brincar. Neste joguinho existem 2 tipos de cruzadas.
Cruzadinhas com imagem:
As setas vão indicar a linha de quadrinhos que você precisa preencher.
Clicando na imagem, vai aparecer uma janela para você colocar o nome da imagem que você clicou.
Faça isso até preencher todos os quadrinhos e clique no botão de "resultado final".
Cruzadinhas com "responda às questões":
Clicando em uma questão, vai aparecer uma janela onde você colocará a resposta.
Faça isso até preencher todos os quadrinhos e clique no botão de "resultado final".
Agora é só escolher o modo de jogar e bom divertimento:

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