quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Jogos estategicos

Jogos estratégicos como Dama, Xadrez, Freecell, Batalha Naval, Campo Minado

Todo jogo deve ser analisado pelo professor antes de ser aplicado com os alunos. Também acrescenta Lara (2004) que não se deve tornar o jogo algo obrigatório; sempre buscar jogos em que o fator sorte não interfira nas jogadas, permitido que vença aquele que descobrir as melhores estratégias; estabelecer regras, que podem ser modificadas no decorrer do jogo; trabalhar a frustração pela derrota na criança, no sentido de minimizá-la; estudar o jogo antes de aplicá-lo e analisar as jogadas durante e depois da prática.
O jogo na sala de aula pode ser um rico recurso de aprendizagem, explorado de maneiras diferenciadas de acordo com as situações e objetivos almejados, favorecendo os processos de ensino-aprendizagem.
Os jogos educativos tanto computacionais como outros são, com certeza, recursos riquíssimos para desenvolver o conhecimento e habilidades se bem elaborados e explorados. São uma estratégia de ensino podendo atingir diferentes objetivos e áreas do conhecimento.

Fundamento
Aprender brincando é o que acontece com muitos felizardos em escolas, instituições de ensino superior e até empresas. A brincadeira da vez são os jogos eletrônicos, os velhos videogames, que ressurgem em nova roupagem. Os jogos são a nova categoria de objetos de aprendizagem, material utilizado para complementar cursos de ensino presencial ou à distância. Vendidos em prateleiras de supermercados, disponibilizados em escolas ou criados por professores, os jogos de aprendizagem mudam a cara da educação, para o bem dos alunos.Os jogos educativos podem ser encontrados online ou distribuídos em CD-ROMs. Coloridos e interativos, têm como função principal manter o aluno interessado no conteúdo didático e melhorar a fixação e compreensão dos conceitos. Até mesmo a ONU entrou na onda dos jogos educativos. O Programa Mundial Contra a Fome (WFP) lançará, em 2005, o jogo Food Force, um RTS (estratégia em tempo real) para ensinar crianças de todo mundo a combaterem a fome em regiões do mundo. Uma das primeiras telas do jogo desenvolvido pela Deepend.com você vê aqui, no Universia. Considerados o futuro do ensino, os jogos já são divulgados em festivais e prêmios em todo o mundo. O Prêmio ABED Universia, inclusive, divulgou alguns realizadores de objetos de aprendizagem que também tem idéias sobre jogos eletrônicos. Reunimos diversos especialistas no tema para discutir as perspectivas dos jogos de aprendizagem no Brasil. Confira ainda algumas versões de demonstrações dos jogos, teses, dissertações e artigos sobre o assunto.

Batalha Naval
É como o jogo Batalha Naval, porém em tamanho família!
Divida o local do jogo em duas partes de forma que um lado não possa enxergar o outro (creio que a forma mais fácil é amarrar uma corda e colocar um lençol por cima).
A seguir, as pessoas de cada time escolhem um local para si e não podem se mover daí. Quando o jogo começa, cada time ganha uma bola (de meia, de vôlei, de borracha, etc.) e devem tentar atingir o outro time com essas “bombas”. Se alguém for atingido pela “bomba”, está fora e senta ao lado da quadra até o jogo acabar. Não vale se mexer para desviar da bola (embora você possa permitir que se movam desde que não tirem os pés do lugar; cuide bem).
Obs: cada lado precisará de pessoas responsáveis por pegar a bola e atirá-la para o outro lado novamente.

Capture a Bandeira (Guerrilha)

Essa brincadeira deve ser feita em um local aberto. Embora possa ser feita num campo, dessa forma ela perde muito a graça; o melhor é um sítio, parque, fazenda, ou outro local com lugares para se esconder, obstáculos e objetos como árvores, arbustos, etc.
Divida o grupo em dois times. Divida o local em dois territórios, com limites. Limites podem ser estradas, cercas, trilhas, riachos, árvores (ou uma corda caso não haja nada disponível). Prepare duas “bandeiras” (camisetas velhas amarradas em galhos, ou outro objeto razoavelmente grande e colorido o suficiente para ser notado mais ou menos de longe) e dê uma para cada grupo. Coloque cada time em seu território.
Partindo da divisória de territórios, os times têm até 200 passos (mudar o limite de acordo com o tamanho do local) para caminhar e então colocar a bandeira no solo. Deve ser um local visível a pelo menos algum lugar a 15 metros de distância da bandeira, mas que não precisa ser diretamente visível de outras direções (vale o bom senso).
Depois de três minutos dê o sinal para iniciar o jogo. O objetivo dos jogadores é capturar a bandeira do outro time e trazê-la a salvo até seu próprio território.
Quando um jogador entra em território inimigo, pode ser capturado: basta que um jogador inimigo encoste nele. Nesse caso, pode acontecer o seguinte:
o jogador pego cai fora do jogo (para jogos mais rápidos)
o jogador pego é levado para a “prisão” (um local escolhido no território para onde vão os capturados.)
Caso você jogar com a prisão, que é mais divertido (e mais demorado), quando um jogador capturar um inimigo, deve segurá-lo e levá-lo até a prisão. Se soltá-lo no meio do caminho (digamos, para perseguir um outro inimigo) o que havia sido capturado está livre. Porém é proibido simplesmente resolver fugir! É possível prender até dois presos por vez (segurá-los com as duas mãos). Um prisioneiro já capturado, entretanto, não precisa colaborar para permitir ao seu detentor correr atrás de outro inimigo.
Os jogadores podem libertar um companheiro preso ao ir ao território inimigo, na prisão, e tocá-lo. Só é possível libertar um preso por vez, pois é necessário voltar com ele até o próprio território. (Você pode deixar o jogo mais dinâmico, entretanto, ao permitir que diversos prisioneiros possam ser libertados de uma vez, porém assim que libertos possam ser capturados novamente.)
Se alguém que já capturou a bandeira for pego, a bandeira volta para a base e o jogador é conduzido à prisão.
Podem haver participantes guardando sua bandeira, porém eles não podem chegar a menos de 5 metros da própria bandeira. (Advirta o pessoal de que colocar gente demais guardando a bandeira revela o local onde ela está). Portanto, se um jogador inimigo conseguir chegar a até menos de 5 metros da bandeira ele não pode ser capturado; porém no momento que sair desse raio de alcance, pode ser capturado.
Quando alguém capturar a bandeira e voltar são e salvo ao próprio território, o time venceu o jogo.
Se houver muitos presos e o jogo começar a trancar, o líder pode gritar “Prisão Aberta”! Então todos presos do jogo são libertos.
Variação:
Se tiver muita gente, ou se você quiser tentar uma maneira um pouco diferente, divida em três grupos (A, B e C). O jogo começa como o normal, porém digamos que A captura a bandeira de B. Nesse caso colocam-se as duas bandeiras juntas e A e B se tornam um time só, contra C. É ótimo porque os times são obrigados a capturar logo as bandeiras dos outros, senão logo se formará um time muito maior contra eles. É possível fazer isto com mais que três times!
Sugestão: Amarre uma fita colorida no peito de cada time, ou arranje outra forma de identificação para ficar mais fácil ver logo de que time que um jogador é.

Canhões de Balão
Vamos precisar de:
alguns balões
bolas de diversos tipos (as que você conseguir arranjar).
Divida o grupo em dois times e faça-os sentarem em fileiras, a uns 10 metros de distância um do outro. Coloque o balão bem no meio. O objetivo é, tocando as bolas no balão, fazê-lo chegar até o time adversário. Não vale soprar o balão, nem pegá-lo com as mãos, nem levantar do seu lugar! Os líderes devem ficar ajudando tocando de volta as bolas que forem para longe do alcance dos jogadores.
Não permita que fiquem tocando as bolas uns nos outros!

Corrida pro Lanche
Arranje diversos tipos de comida ruim - das que sejam rápidas para comer. Todos fazem duas filas (tenha dois conjuntos de comida iguais) a mais ou menos 3 metros de um saco plástico onde estão as comidas dentro. Cada pessoa corre para o saco plástico, pega uma das comidas sem olhar, deve comê-la até engolir, e corre de volta para a fila. Então a próxima pessoa vai. NÃO pode trocar a comida, tem que engolir o que escolheu! O grupo que terminar primeiro vence.
Coloque coisas do tipo papinha de neném, salgadinhos de marca duvidosa, cebolas, salame, rabanetes, ovos em conserva, cerveja preta, uma pacote inteiro de balas de café. Você pode também misturar coisas boas no meio, como bombons.
Faça antes do lanche!!

Fax sem Fio
Um twist na clássica brincadeira do telefone sem fio.
Faça duas filas com o mesmo número de pessoas. Para as duas pessoas mais de trás, mostre um desenho simples (uma casa, um sol, um sorvete). Agora os times devem ir passando o desenho um para o outro desenhando-o nas costas da pessoa da frente. Só pode desenhar uma vez! A pessoa mais da frente de cada fila deve então fazer o desenho no papel. Compare os dois desenhos com o original!

Caçador do Exército

É um jogo como “caçador” (também chamado de “queimado”) mas as regras mudam um pouco: se alguém for atingido em uma certa parte do corpo, não pode mais usá-la até o fim do jogo.
Por exemplo, se alguém for atingido no braço, não pode mais usá-lo para arremessar. Se for atingido em uma perna, só pode mais pular com a outra perna. Se for atingido no tronco ou cabeça, está fora.
Use uma ou mais bolas de plástico ou vôlei - também é possível jogar com times ou cada um por si.

Batalha da Cadeira

Coloque uma cadeira no centro da sala e peça para o pessoal fazer um círculo em volta. Todos entrelaçam os braços, como num “abraço de grupo”. O objetivo é empurrar os outros de forma a fazer alguém encostar na cadeira. Quando uma pessoa encostar cai fora do jogo e começa outra rodada. Continua até que só sobre uma pessoa.
Tome cuidado para ninguém se machucar! Se o jogo começar a ficar violento, pare na hora.

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